terça-feira, 6 de setembro de 2011

Plano Nacional de Resíduos Sólidos - Audiências Públicas

Plano de resíduos sólidos receberá contribuições da sociedade
Nesta quinta-feira (1º/9) foi dado mais um passo para cumprir o que prevê o Decreto 7.404, de 2010, que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A consulta pública à primeira versão do Plano Nacional de Resíduos Sólidos foi lançada pela ministra Izabella Teixeira, durante reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente.
O documento preliminar estará disponível no site do Ministério do Meio Ambiente (www.mma.gov.br) a partir de segunda-feira (05/09), pelo prazo mínimo de 60 dias, contados da data da sua divulgação. Serão realizadas audiências públicas nas cinco regiões brasileiras e em Brasília para debater as diretrizes e metas do Plano. A primeira será este mês em Mato Grosso do Sul, reunindo a região Centro-Oeste.
O objetivo é ampliar a participação da discussão sobre o Plano, mobilizando a sociedade e envolvendo setores específicos em todo o território nacional. O Plano apresenta conceitos e propostas que refletem a interface entre diversos setores da economia compatibilizando crescimento econômico com desenvolvimento sustentável. O diagnóstico foi elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e "cumpriu seu papel de oferecer elementos de avaliação, de construção e de monitoramento das políticas públicas brasileiras", enfatizou o presidente da instituição, Márcio Pochmann, que participou do evento no Conama.
            Para o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (MMA), Nabil Bonduki, a determinação da lei ambiental de erradicar os lixões em todo o país até 2014 é um desafio. "Mas, olhando o diagnóstico realizado pelo Ipea, podemos ficar mais otimistas", destacou. Segundo ele, entre 2000 e 2008 o Brasil conseguiu melhorar de 38% para 58% o descarte adequado de resíduos sólidos em aterros sanitários. "Isso sem que houvesse uma Política Nacional de Resíduos Sólidos. Esperamos avançar um pouco mais com a nova lei ambiental", afirmou.
            Provocar não só uma mudança nos padrões de consumo, mas na maneira como as pessoas se relacionam com os resíduos sólidos, além de promover a inclusão social foram os pontos destacados pela ministra Izabella Teixeira. "Com esse investimento maciço em reciclagem promovemos ainda a inclusão social dos catadores, com a formação e a construção de cooperativas, qualificando profissionalmente essas pessoas. Eles são os verdadeiros agentes ambientais no dia-a-dia das grandes cidades brasileiras. São eles que recolhem o lixo junto com os serviços de limpeza urbana", destacou.
Participe das audiências públicas que vão discutir o Plano Nacional de Resíduos Sólidos.
Audiências públicas:
13 e 14 Setembro - Campo Grande/MS
04 e 05 Outubro - Curitiba/PR
10 e 11 Outubro - São Paulo/SP
13 e 14 Outubro - Recife/PE
18 e 19 Outubro - Belém/PA
30 de Novembro e 1 de Dezembro (etapa Nacional) Brasília/DF.
Aqui o link para inscrição. clike aqui

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Pró-Animal e Vanguarda Abolicionista encaram 82 mil pessoas na Expointer

Uma prova de resistência física. Sob calor de 30 graus, Sol forte e sensação térmica ampliada pelo asfalto, as ONGs Projeto Pró-Animal, de São Leopoldo, e Vanguarda Abolicionista, de Porto Alegre, estiveram realizando mais um protesto em frente à Expointer, em Esteio. Das 9h até o final da tarde de domingo, 4 de setembro, ativistas estiveram levando a mensagem da libertação animal a um público de 82 mil pessoas, segundo números oficiais.

A multidão era tamanha que, por mais de uma vez, a Polícia Rodoviária Federal gentilmente solicitou que os manifestantes trocassem o ponto de base da ação, para facilitar o fluxo de pessoas. A fila para entrada na 34ª Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários - uma das maiores do mundo, ia quase até a estação do metrô.

Pró-Animal levou um banner sobre abate feito exclusivamente para o evento, reproduzido em milhares de panfletos, enquanto a Vanguarda compareceu com suas faixas e banners coloridos de praxe, além de milhares de panfletos focados na chinchila - o RS é um grande exportador de pele desse animal para a China. Diversos criadores de chinchila estavam expondo na Expointer, e muitas pessoas se sensibilizaram ao ver um animal 'tão fofo' engaiolado à espera da esfola. A VAL focou na indústria de peles, na qual o RS é líder nacional

Alguns pecuaristas passavam e olhavam com desconfiança ou indignação para os cartazes dos ativistas - especialmente um com com os dizeres 'Sou gaúcho mas sou contra a exploração animal'. Na abordagem, a proposta dos animalistas foi de que então cedessem espaço em suas fazendas para aposentadoria de cavalos retirados da carroça pela ONG Chicote Nunca Mais, parceira dos manifestantes. Todos acolheram bem a idéia de dar uma oportunidade de descanso vitalício a eqüinos cegos, aleijados ou idosos, e prometeram entrar em contato posterior.

A despeito do antagonismo de idéias, um gaúcho tradicionalista interessou-se em adotar um cavalo e um cachorro para deixar em sua fazenda

Um adolescente aproximou-se dos ativistas para contar que era vegetariano, assim como o pai, criador de ovelhas que deixou de comer carne. "Ele não mata mais, e nem vende as ovelhas, para outros não matarem", contou o jovem, que pegou diversos impressos para mostrar à família. Ao final da tarde, exaustos e com todos os panfletos distribuídos, ambos os grupos encerram a ação, considerada plena de validade e êxito.

Sobre o asfalto ardente, carroças também estiveram circulando pela Expointer

Parabéns companheiros gaúchos: é desta coerência, força e energia que precisamos !esta coerência, força e energia que precisamos !
clicke aqui  para assistir um vídeo da ação.

domingo, 4 de setembro de 2011

Bairro São Francisco: com quem compartilhamos nosso espaço ?

O Projeto Verde-Rosa São Francisco tem como uma de suas missões, na construção da cidadania ambiental de seus moradores, humanos e não humanos, o levantamento da fauna e da flora que habita o bairro.











Estas são algumas espécies de ilustres moradores do Bairro do São Francisco. Esta listagem, que é feita a partir da observação de seus moradores, freqüentadores e passantes, contém as seguintes espécies de pássaros:
• Bem-te-vi • Beija-flores de vários tipos, • Pardais• Tico-Ticos
• Pombas • Rolinhas• Corujas
• João de Barro • Sabiá Laranjeira• Pica-Pau
• Periquitos, chamados por alguns de “caturritas”,
• Chupim • Canarinhos da Terra• Andorinhas
• Urubus• Sairas (de várias cores) • Sanhaços

Há outros moradores no bairro, muito ameaçados, como, como os gambás, que a cada dia, se tornam mais vulneráveis em razão do desaparecimento de quintais e outros nichos que lhes davam abrigos.
Vivem conosco também: morcegos, abelhas, muitos insetos, ratos, ratazanas, sapos, rãs, cães e gatos. Cavalos passam em carroças
Estamos menos sós do que imaginamos, de forma que nossas ações devem levar em consideração a vida de todos estes seres.
Pássaros necessitam de árvores para viver. Mas não qualquer árvore: necessitam de árvores com boas copadas, de preferência árvores antigas, de espécies nativas e frutíferas. As flores e arbustos, também são desejáveis, uma vez que oferecem o néctar para as abelhas, beija-flores e frutos para todos.
Temos que levar em consideração os interesses e necessidades de todos os seres.É a diversidade de vida que faz o equilíbrio e que traz a sustentabilidade ambiental.
Quando se eliminam pequenos espaços com vegetação rasteira e diversificada, também se eliminam os seres vivos que mantém o equilíbrio ambiental.Quando sujamos fontes de água limpa, geramos a morte de muitos seres.Se soltamos foguetes, geramos ruídos que desnorteiam gatos, cães, cavalos, pássaros e outros animais.
Quando não cuidamos de nosso lixo aumentamos a população de roedores e pombos e provocamos outros desequilíbrios.
O excesso de velocidade, a direção irresponsável de um veículo, gera atropelamentos e insegurança a pessoas e animais vulneráveis, como crianças, pessoas idosas ou com alguma dificuldade de locomoção, cães, gatos e gambás.
Nossas pequenas ações cotidianas são fundamentais para a manutenção da vida.Atuar com consciência, lembrando-se sempre nas conseqüências dos nossos atos, já é uma grande passo para vivermos em harmonia e respeitarmos o direito de todos os seres de viverem em paz.

sábado, 3 de setembro de 2011

Copa do mundo interessa a quem ? Aos animais com certeza não !


Além das ponderações que publicamos abaixo, que fazem um alerta à sociedade sobre os investimentos que se fazem em nome da Copa do Mundo de 2014, sem que a sociedade civil possa interferir nas decisões,  aqui em nossa Cidade de Curitiba, onde se faz no momento uma maquiagem fenomenal para que passemos uma imagem de "cidade civilizada", outras questões devem entrar na nossa esfera de preocupações.
Vamos refletir um pouquinho.
Refletir não arranca pedaço.
O máximo que pode dar é um pouco de dor de cabeça.
Assim pense: por que não tem dinheiro para políticas públicas para os animais e tem para enfeitar a cidade toda?
Nós que defendemos os animais e lutamos por políticas públicas de prevenção ao abandono e aos maus tratos de animais, por políticas de controle ético de população e de atendimento a animais em situação de risco, por políticas de educação ao respeito a todas as formas de vida, incluindo preceitos de guarda responsável de animais, temos que estar atentos para um problema que vem à frente: animal na rua não é nada bonito, né? Provavelmente é isto que vão pensar aqueles que estão enfeitando a Cidade de Curitiba.
A mesma lógica que faz com que a Prefeitura de Curitiba corte quase uma centena de árvores para viabilizar um anel central, alvo de rejeição pela população da cidade, pode servir para que animais sejam recolhidos e “desaparecidos”. Com todo o autoritarismo que tem sido característico de nosso governo municipal.
Assim, temos que ficar alertas: o que será feito dos animais que moram em terminais, que circulam pelas ruas da cidade, que fazem de qualquer cantinho que possibilite um resto de comida ou um pouco de calor o seu lar?
É necessário que políticas sejam implantadas com urgência, para que estes animais não sejam resgatados e "desaparecidos" em nome de uma imagem de "cidade ecológica" que se insiste em vender.
Se tem tanto dinheiro para a Copa, tem que ter para atender os animais.
Devem ser esterilizados, atendidos do ponto de vista de saúde e devem entrar em programas de adaptação para adoção.
O Município não pode virar as costas para isto. Nós já fizemos este alerta, em reunião no Ministério Público do Paraná, na Promotoria de Meio Ambiente, com a presença de representantes do Governo Municipal. E avisamos: nós estamos de olho!

Participe do Comitê Popular da Copa do Mundo de Curitiba http://copa201curitiba.wordpress.com/
Participe do FDDA Curitiba: fddacuritiba@yahoo.com.br

Comida Vegana em Curitiba: Balarama


Balarama, segundo o Induísmo, é o irmão mais velho de Krishna, com quem ele desfrutava passatempos eternos, doces e sublimes. Balarama significa em sânscrito: bala = força e rama = desfrute. Balarama é aquele que dá a força para desfrutarmos a bem aventurança.
           E é assim que lidam com o seu negócio os queridos proprietários do restaurante Indiano Balarama, em Curitiba, que servem a única comida vegana da Cidade.São eles: Billi, e Vânia, que receberam respectivamente de seus mestres induístas os nomes de Vraja Mohini D.D. e Visvanatha D.D.


Visvanatha e Maha Deva são os responsáveis pela cozinha, na qual procuram aplicar os princípios da cozinha védica. No entanto vão além: não usam qualquer produto de origem animal, nem mesmo o leite.
Billi
Nubia e Vânia
Fazem parte das delícias do cardápio indiano: dalh (sopa de leguminosas), alu-patra (rocambole de batata, gergelim e gengibre), puri (pão frito), chapati (pão assado na chapa), kofta (bolinhos de vegetais ao curry), samossa (pastelzinho), chutney (doce apimentado feito de diversas frutas), entre outras variedades.


Encontro das ativistas:Maigue, Yanê, Roberta, Tosca, Karin, Laelia e Soraya

Vania, ou seja, Vraja





Alguns de seus fiés freqüentadores, como Andre Caon Lima, presidente da Sociedad Peatonal (sociedadpeatonal.blogspot.com e www.sociedadpeatonal.org), diz que tudo ali é bom: a comida, o ambiente, as pessoas. E o mais interessante, segundo ele, são as diversas tribos que ali compartilham as mesas: “Tem uns maus elementos como eu, que sempre estão por aqui. Mas a maioria é gente boa”, diz em tom de brincadeira.
Conversando com outra figurinha marcada do local, Núbia Cabral, digo, Nava Latika D.D., que é bailarina, atriz, coreógrafa, produtora cultural, figurinista, entre outras coisas, escutamos que: “Toda entidade viva merece respeito. Não matarás é um princípio que deve ser seguido. Não devemos compactuar com a violência. Se temos no universo toda esta gama de alimentos vegetais, porque tenho que matar um ser vivo para comer?”
Ali também se reúnem as ativistas em defesa dos direitos animais da cidade, que passam alguns momentos agradáveis colocando papo em dia ou recuperando as energias depois de uma manhã na Boca Maldita fazendo campanha pelos animais.
Andre

Já temos motivos suficientes para conhecer este restaurante, não ? Pois tem mais: ele fica exatamente em frente ao Jardinete Frederico Kirchgassner, adotado pelo Projeto Verde-Rosa São Francisco. Com o Balarama, dividimos os trabalhos de atenção e cuidados do jardim.
 Querem mais ? A querida Vraja ainda adotou animais vítimas de abandono que vivem em sua chácara , entre eles o boizinho Nandi, Touro de Chiva. Gente boa é assim!
Comida ética tem nome: Balarama.
Serviço: o Restaurante Balarama abre de terça a domingo para almoço e o buffet custa R$10,00 (semana) e R$13,00(sábado e domingo).
Abre também aos sábados à noite, servindo deliciosos petiscos indianos.
Fica na Rua Jaime Reis, 402, próximo ao Largo da Ordem, no São Francisco, Curitiba. Tel. 3013-0306. Consulte: www.balarama.com.br



Afilie-se ao Fórum Nacional de Proteção e Defesa aos Animais



www.forumnacional.com.br

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Criminalização do uso de pele em evento de moda: vamos aprovar este PL Federal !


A Comissão da Câmara Federal aprovou o projeto que criminaliza uso de pele animal em evento de moda. Este projeto  é do deputado Welinton Prato, do PT – Minas Gerais e torna crime uso de peles de animais silvestres, nativos ou exóticos, domésticos e domesticados, em eventos de moda no território brasileiro. O projeto acrescenta artigo à Lei 9605/98, dos Crimes Ambientais e prevê reclusão de um a três anos e multa.

Segundo o deputado, essa prática também contraria os princípios de sustentabilidade ambiental, de conservação da diversidade biológica e de proteção aos direitos dos animais.


A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou o parecer do relator na forma de substitutivo que faz ajustes na redação original do projeto.
Nós, consumidores, não só temos que rejeitar e recusar este tipo de evento, que é tanto ou mais cruel que o uso de animais em circos. Precisamos refletir: Quantas vidas são necessárias para fazer um casaco ?
Pense nisso! Somos nós que podemos mudar a cultura. E como consumidores, podemos fazer toda a diferença, rejeitando produtos que trazem consigo a dor e a vida de muitos seres. Abaixo o uso de peles de animais em qualquer tipo de finalidade ! Sofás, dos assentos de carros, das bolsas, das calçados!
A proposta ainda será votada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ)CCJ e pelo Plenário. Então a manifestação da população é importante: Mande um email para:
0800@camara.gov.br (eles repassam para os Deputados Federais e para às Comissões) ou no Fale Conosco da Câmara dos Deputados : http://www2.camara.gov.br/participe/fale-conosco
 Sugestão de texto:
Pela aprovação do PL 684 / 11 do Deputado Weliton Prado ( PT- MG).
Que torna crime o uso de peles de animais silvestres nativos ou exóticos, domésticos ou domesticados, em eventos de moda no Brasil, pois estimula a produção em cativeiro e conseqüentemente práticas cruéis, penalizando com reclusão de 1 a 3 anos e multa .
“Diz nos autos do PL:” a criminalização do uso de pele de animais nas passarelas é uma forma de coibir o comércio do produto.”Neste sentido, vamos avançando devagarzinho. Mas vamos!
O relator do projeto na Comissão de Meio Ambiente, deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), apresentou parecer favorável. “Sabemos que a indústria da moda exerce grande influência sobre os costumes sociais. O uso de peles em eventos de moda no Brasil certamente estimula a produção de animais em cativeiro e, conseqüentemente, as práticas cruéis.” Afirma que embora a Constituição Federal e a Lei de Crimes Ambientais já prevejam punição às práticas de maus-tratos aos animais, a indústria da moda continua a fazer uso de peles em desrespeito às disposições legais. “Peles animais têm sido apresentadas nas passarelas brasileiras, inclusive nas coleções do inverno 2011, chegando ao vestuário cotidiano.”