terça-feira, 2 de outubro de 2012

Tire suas dúvidas sobre o combate ao tráfico de animais silvestres: perguntas e respostas.


Fonte: www.renctas.org.br
Informe-se
Tire as suas Dúvidas
1 - Qual a diferença entre animal silvestre, animal exótico e animal doméstico?
I - Animal silvestre - É todo aquele pertencente às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres,
que tenha a sua vida ou parte dela ocorrendo naturalmente dentro dos limites do território brasileiro e em suas águas jurisdicionais.
II - Animal exótico – É todo aquele cuja distribuição geográfica não inclui o território brasileiro. As espécies ou subespécies
introduzidas pelo homem, inclusive domésticas que se tornaram selvagens, também são consideradas exóticas.
Outras espécies exóticas são aquelas que tenham sido introduzidas fora das fronteiras brasileiras e em suas águas jurisdicionais
e que entraram em território brasileiro. III - Animal doméstico – Todo aquele que por meio de processos tradicionais
e sistematizados de manejo e melhoramento zootécnico tornou-se doméstico, tendo características biológicas e
comportamentais em estreita dependência do homem, podendo inclusive apresentar aparência variável, diferente da
espécie silvestre que o originou.
2 - Manter um animal silvestre em cativeiro é crime?
Depende da origem do animal. Se for de origem legal, proveniente de criadouro comercial ou de comerciante devidamente
registrado no Ibama, ou se a pessoa recebeu o animal em caráter de guarda ou depósito pelo Ibama, Policia Florestal ou
por determinação judicial, não é crime. Podemos considerar crime se a origem legal do animal não puder ser provada.
De qualquer forma, mesmo não sendo comprado de traficante, a manutenção desse animal seria, em outras palavras,
conivência com o crime ou com a retirada aleatória de animais da natureza.
3 - Eu posso legalizar um animal silvestre?
Legalizar é uma palavra complicada, significa tornar legal aquilo que não é. O problema é que, para legalizar um animal,
há de se legalizar todos e só uma nova lei teria poder para isso. Quem poderia legalizar seria o Ibama, mas demandaria
recursos financeiros e humanos. Pessoas que possuíam, por exemplo, um papagaio antes de entrar em vigor a
Lei de Proteção à Fauna (Lei nº 5.197/67), e cuja manutenção possa ser provada documentalmente,
poderiam ter direito à guarda. Esses casos são passíveis de análise.
4 - Como possuir um animal silvestre legalmente?
É necessário adquirir o animal de origem legal, ou seja, proveniente de criadouros comerciais devidamente legalizados
que estejam documentados com nota fiscal expedida pelo comerciante ou criadouro e constando o número de
registro junto ao Ibama, com a determinação da espécie (nome vulgar e científico) e identificação individual do
espécime comercializado (anilhas ou microchips).
5 - O que fazer quando encontrar alguém vendendo um animal silvestre?
Primeiro, não comprar. Em seguida, denunciar às autoridades. Se for na feira livre ou depósito de tráfico, denunciar
e fornecer o maior número possível de informações, como local, data, hora, circunstância etc.
Se for na beira da estrada, não comprar e repreender o vendedor dizendo que isso é ilegal e que se ele for flagrado pode,
além de perder o animal, sofrer as sanções legais.
6 - Qual o risco de manter um animal silvestre em cativeiro?
Todo animal, independentemente de ser silvestre ou doméstico, pode ser portador de doenças transmissíveis ao homem,
como salmonelose, ornitose, toxoplasmose, entre outras. O ideal é que um veterinário possa esclarecer sobre essas doenças,
incluindo sua via de transmissão e contágio.
7 - Quais os animais da nossa fauna que podem ser vendidos legalmente? Existe algum tipo de restrição
caso o animal esteja ameaçado de extinção?
Teoricamente, todos os animais de uso freqüente como produtores de bens de consumo (carne, couro, pele, plumas, etc.)
ou como ornamento, adorno ou mascote, poderiam ser vendidos legalmente, desde que autorizado pelo órgão supervisor,
nesse caso o Ibama. Como seria essa autorização? Por meio de sua origem legal comprovada, ou seja, de criadouros comerciais
devidamente regulamentados e registrados. Exemplos: papagaios, araras, canários-da-terra, bicudos, curiós, jandaias, jabutis,
emas, capivaras, catetos, queixadas, veados, tartarugas, jacarés, borboletas e outros.
Existem animais, porém que estão em estado crítico na natureza e relacionados na lista oficial do Ibama como ameaçados
de extinção. Nesse caso, a sua comercialização somente seria possível se houvesse estoques consideráveis em cativeiro,
que pudessem auto-sustentar o plantel a partir de várias gerações, ou seja, fossem animais F2 (filhos de animais já
comprovadamente nascidos em cativeiro). Nunca se autorizaria a retirada de matrizes e reprodutores para formar plantel,
ou seja, seriam usados os já existentes e de conhecimento do Ibama. Para o exterior, se, além de integrar a lista de
fauna ameaçada do Brasil, forem animais do Anexo I da Cites (lista mundial de fauna ameaçada),
somente poderiam ser vendidos se o criadouro fosse registrado no Ibama (no caso do Brasil) e, concomitantemente,
 no Secretariado Cites, em Genebra – Suíça. Ver definição de Cites.
8 - O que é e para que serve a Cites?
É a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Silvestres em Risco de Extinção,
firmado em 1973 e que congrega 173 países, do qual o Brasil é signatário desde 1975. A Cites tem por objetivo
a cooperação entre os países para evitar que o comércio de animais não seja responsável pela extinção das espécies.
Esse comércio é controlado pelas partes por meio da expedição de licenças e certificados que garantem que as
espécies silvestres comercializadas tenham origem legal e que estejam sendo monitoradas pelos países
produtores e consumidores de seus produtos.
9 - Os animais brasileiros podem ser vendidos no exterior?
Desde que cumpridas as exigências do Ibama e da Cites, se for o caso, podem ser vendidos sem problemas.
A saída do país demandaria a expedição de licenças de exportação pelo Ibama.
10 - Que critérios o governo brasileiro usa para controlar o envio de animais ao exterior?
Quando para fins comerciais, devem ser provenientes de criadouros comerciais devidamente registrados no Ibama,
ou na secretaria da Cites, se for o caso. Quando para fins científicos, pesquisas conservacionistas, devem ser provenientes
de cativeiro que seja de conhecimento e registro no Ibama (zoológicos, criadouros científicos, conservacionistas)
ou coletados na natureza, desde que amparados por licença de captura do Ibama, mediante projeto de pesquisa que justifique
a captura. Toda saída deve ser justificada, documentada e acompanhada de licença expedida pelo Ibama.
Em alguns casos, como animais vivos de espécies ameaçadas de extinção, o Ibama solicita ao importador estrangeiro
a assinatura de um acordo de manejo, em que, entre outros itens, exige que os animais continuem pertencendo
ao governo brasileiro, assim como seus descendentes. O acordo é assinado pela instituição brasileira que está
exportando os animais, pela estrangeira que está importando e pelo próprio Ibama.
11 - Quando nossos animais forem encontrados no exterior, o Ibama pode trazê-los de volta?
Se comprovada a saída ilegal do Brasil e a entrada ilegal no país, é possível. A repatriação porém é um processo
demorado e depende, quase que exclusivamente, da boa vontade dos governos signatários da Cites e
das embaixadas brasileiras nesses países.
12 - Se eu encontrar um animal sendo vendido no exterior, como faço para saber se ele não é produto de tráfico? Afinal, se for, eu gostaria de denunciar para as autoridades.
Verificar, com quem está vendendo, expondo ou transportando, os documentos legais de compra e venda ou que autorizam o transporte e a importação do animal. Em caso de dúvida, consultar a autoridade administrativa Cites do país.

Candidato a Prefeito de Curitiba desagrada o segmento da defesa dos animais.



ao candidato ratinho e a seu vice:

A notícia  abaixo, divulgada na Gazeta de do povo de 01.10.2012, surpreende o segmento da defesa dos animais de curitiba, que construiu coletivamente uma plataforma mínima de defesa dois animais de curitiba, a qual contou com a adesão de vários candidatos, inclusive do vice ricardo mesquita.

ESTA PLATAFORMA TEM SIDO DIVULGADA E OS CANDIDATOS QUE A ACATARAM, EM TODO OU EM PARTE, OU QUE ESTIVERAM PARTICIPANDO DOS DEBATES PROMOVIDOS PELO SEGMENTO E UFPR, TÊM SIDO APOIADOS PELOS DEFENSORES DOS ANIMAIS, AMBIENTALISTAS, EDUCADORES AMBIENTAIS, ETC.

CAUSOU-NOS ESTRANHEZA ESTA NOTÍCIA QUE ESTA SENDO DIVULGADA NO DIA DE HOJE, SOBRE A PRETENSÃO dO CANDIDATO RATINHO,  DE RESGATAr A PRÁTICA DO USO DE ANIMAIS PARA RODEIOS EM NOSSO MUNICÍPIO.

QUEREMOS LEMBRAR QUE DESDE O ANO DE 2007,    ESTÁ PROIBIDA  NO MUNICÍPIO DE CURITIBA , PELA LEI MUNICIPAL 12467, DE 25.10.2007, A APRESENTAÇÃO, UTILIZAÇÃO E MANUTENÇÃO DE ANIMAIS COM A FINALIDADE DE ENTRETENIMENTO.

TEM SIDO PROVADO, E ESTE É O MOTIVO PELO QUAL OS ANIMAIS TÊM SIDO PROTEGIDOS POR LEIS MUNICIPAIS, ESTADUAIS E FEDERAIS, QUE A UTILIZAÇÃO dE ANIMAIS EM ESPETÁCULOS, SOBRETUDO AQUELES QUE SÃO DENOMINADOS DE RODEIOS, QUE ESTAS ATIVIDADES SÃO GERADORAS DE CRIMES AMBIENTAIS PREVISTOS PELA LEI 9.605/1998.

SABEMOS TAMBÉM, QUE HÁ ENTRE OS CANDIDATOS A VEREADOR DA COLIGAÇÃO DO CANDIDATO RATINHO, AMBIENTALISTAS E DEFENSORES DE ANIMAIS, DE FORMA QUE A MANIFESTAÇÃO DO REFERIDO CANDIDATO, É INCOERENTE COM O PERFIL QUE SE VEM CONSTRUINDO.

CONHECEMOS o vice à prefeitura ricardo mesquita - companheiro  NA AGENDA 21 PARANÁ  e outros coletivos e SABEMOS QUE se trata de PESSOA QUE TEM O MAIOR RESPEITO PELA VIDA DE TODOS.
ESTUDOS TÊM DEMONSTRADO QUE A VIOLÊNCIA COMETIDA CONTRA UM HUMANO, TEM SIDO PRECEDIDO DE VIOLÊNCIAS PRATICADAS CONTRA ANIMAIS.
ASSIM, SE EDUCAMOS PESSOAS PARA A BANALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA, ESTA VIOLÊNCIA ESTARÁ PRESENTE EM TODAS AS SUAS RELAÇÕES.

AS VIOLÊNCIAS CONTRA OS ANIMAIS, TÊM SIDO TAMBÉM ASSOCIADAS À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES E ESTÁ ENTRE AS CANDIDATAS MAIS COTADAS PARA SE ELEGEREM NESTAS ELEIÇÕES, UMA GRANDE FEMINISTA -  QUE COM CERTEZA TAMBÉM SE SENTIRÁ INCOMODADA COM A DEFESA DO USO DE ANIMAIS PARA ENTRETENIMENTO E CONTRAPOSIÇÃO A LEI MUNICIPAL QUE A PROÍBE.

ASSIM, QUEREMOS CONVIR QUE SERIA DE INTERESSE DESTA COLIGAÇÃO A REVISÃO DESTE ANÚNCIO QUE VEM DA GAZETA DO POVO DO DIA 01.10.2012, DE FORMA QUE PUDÉSSEMOS melhor avaliar as nossas escolhas.

ESTAREMOS SEMPRE DEFENDENDO O RESPEITO A TODAS AS FORMAS DE VIDA E O CUMPRIMENTO DAS LEIS.
estaremos sempre recomendando a todos que não votem em quem não tem compreensão do que seja o respeito a todas as formas de vida e que afrontam leis vigentes, construídas com base na ética e pela árdua defesa dos defensores dos animais.

 PEDINDO ESPECIAL REFLEXÃO E RETRATAÇÃO, AGRADECEMOS.


MOVIMENTO SOSBICHO DE PROTEÇÃO ANIMAL


Movimento Sos Bicho26 de Setembro de 2012 14:10
PROPOSTAS PARA UMA PLATAFORMA MÍNIMA DE DEFESA DOS DIREITOS DOS ANIMAIS DE CURITIBA

Eleições Municipais 2012

As entidades e movimentos de defesa dos animais de Curitiba apresentam suaplataforma mínima para a defesa e proteção aos animais, propondo políticas públicas efetivas de forma a evitar abandonos, crueldades, maus-tratos, doenças, acidentes, mordeduras, descontrole populacional, o desrespeito, a falta de orçamentos e de estrutura administrativa e enfim, para que possamos nos transformar numa sociedade que prima pelo respeito aos animais e que atenda todos os princípios humanitários, éticos, morais e de prevenção de saúde pública, com eficiência e bom uso do dinheiro público.


Assim, propomos:

1- Implantação imediata de política pública de controle ético de populações de animais urbanos, através de programas permanentes, massivos, gratuitos, universalistas e continuados de castração (esterilização cirúrgica) de cães e gatos.

2- Implantação de Política Pública de Educação para o respeito à vida de todos os seres, incluindo a Guarda Responsável de Animais, ao consumo ético e práticas sustentáveis, o fomento à substituição do uso de animais em atividades didáticas e pesquisas científicas, tanto no âmbito da educação formal, como inserido em todos os níveis e possibilidades educativas da sociedade.

3- Educação da população sobre as consequências para o meio ambiente, para os animais e para a saúde das pessoas, da alimentação baseada em produtos de origem animal; ações concretas como a disponibilização de refeições vegetarianas (100% vegetais) em restaurantes populares.

4- Respeito aos Animais Comunitários, criando-se condições de convívio equilibrado e respeitoso, com base no princípio da tolerância.

5- Incremento do programa municipal de registro geral de animais, para estimular aresponsabilidade e propiciar o levantamento da população animal de cães, gatos e cavalos nas áreas urbanas e garantia legal através de lei, de forma a tornar obrigatório o registro e de convencer a população e ter credibilidade quanto à sua eficácia.

6- Controle e restrição do comércio e ação inclemente sobre criadouros clandestinos de animais (no território do Município de Curitiba a criação comercial de animais é proibida), com o estímulo à adoção responsável, de forma a evitar o abandono, o crescimento populacional desordenado, o tráfico de animais e desestimular a adoção de animais exóticos. No caso de comercialização, os cães e gatos deverão ser castrados antes do ato de comércio.

7- Atendimento de animais em situação de risco e maus tratos, através de Centros de Atendimento a Animais, Hospitais Veterinários e outros. Locais para recuperação de animais doentes ou em pós-operatório, em preparação para adoção. Incluem-se em situação de risco os animais vítimas de abandono e resgatados pela Prefeitura de Curitiba.

8- Proibição do uso de animais para tração em todo o território do Município de Curitiba.

9- Cumprimento do disposto na Lei 16.101, de 06 de maio de 2009, que “Veda, no Estado do Paraná, a prestação de serviços de vigilância por cães de guarda com fins lucrativos no âmbito do Estado do Paraná.”

10- Adoção de medidas de preservação de espécies nativas, silvestres, sinantrópicas e exóticas, pautadas na recusa ao extermínio, privilegiando-se o manejo adequado dos espécimes. Adoção de medidas, programas e ações que protejam os biomas naturais, habitat das inúmeras espécies da nossa fauna nativa, evitando o corte de árvores que acolham e sirvam de alimentos a aves, pequenos roedores, entre outros. Incentivos para a preservação de áreas verdes; fortalecimento das reservas naturais particulares; implantação de corredores de biodiversidade no Município ligando os diversos parques municipais e as reservas particulares e incentivo à adoção dos mesmos princípios na Região Metropolitana de Curitiba. E por fim a adoção de meios de proteção de todos os corpos hídricos (nascentes, rios, lagos, lagoas, etc.) e recuperação dos mesmos.
11- Atuação eficaz e precisa da Fiscalização Municipal para o cumprimento das legislações vigentes de proteção e defesa dos animais, que atue de forma educativa, preventiva e punitiva.

12- Que se transforme o Município de Curitiba em “território não-eutanásico”, com o fim de se fazerem cessar as mortes de animais resgatados pelo Centro de Controle de Zoonoses e Vetores, buscando alternativas éticas para a manutenção da vida dos cães considerados não-socializáveis ou não passíveis de adoção pela Comunidade.

13 - Reestruturação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente com a criação de uma Diretoria de Defesa dos Direitos Animais, com orçamento próprio.

14 - Criação do Fundo Municipal de Defesa Animal, formado por incentivos fiscais (renúncias fiscais), pelas multas pela aplicação das leis municipais que fazem aprevenção e ou punam maus tratos; por outras composições a definir.

15 - Transparência e melhoria de acesso para a população às informações relativas às políticas planejadas e adotadas referente à Rede de Defesa e Proteção Animal, além do acatamento das decisões tomadas no âmbito do Conselho Municipal de Proteção aos Animais – COMUPA.

16 - Implantação de atendimento à população nos pedidos de socorro aos animais em situação de risco e abandono ( valendo para cães, gatos, cavalos e outros animais).

17 – Políticas e proteção e defesa dos animais com bases e ações conjuntas com os municípios da Região Metropolitana de Curitiba.



Assinam o presente documento:

Adoção Curitiba
Associação Ambientalista Ecoforça
Associação do Amigo Animal
Associação Vida Animal – AVAN
Beco da Esperança
Gatos Mil
Movimento SOSBICHO de Proteção Animal
Onca Defesa Animal
Pense Bicho – Projetos Urbanos de Interação Homem Animal
Projeto Focinhos – Associação e Proteção aos Animais
Quatro Patas – Grupo de Proteção Animal
Sociedade Vegetariana Brasileira – Seção Curitiba
Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba - SPAC
Viralatas Controle e Proteção Animal
Protetores e Ativistas Independentes e incontáveis adesões pelas redes sociais

CURITIBA

Candidatos usam reta final para ir aos bairros


01/10/2012 | 00:15 | DA REDAÇÃO

Os principais candidatos à prefeitura de Curitiba aproveitaram o último fim de semana antes da votação do primeiro turno para entrar em contato com a população. Carreatas e passeios pelos bairros marcaram a programação de Luciano Ducci (PSB), Ratinho Jr. (PSC), Gustavo Fruet (PDT) eRafael Greca (PMDB). A ideia é conquistar os últimos indecisos. Para isso, os candidatos também circularam em companhia de seus principais puxadores de votos e até se vestiram a caráter, como foi o caso de Ratinho Jr. Nesta semana, os candidatos têm até quarta-feira para fazer propaganda no rádio e na televisão e participarão de dois debates. O primeiro ocorre hoje, a partir de 23h15, na RICTV. O debate final será na quinta-feira, às 23 horas, na RPCTV. Os dois terão acompanhamento em tempo real aqui no site da Gazeta do Povo.

Na boleia com Beto
Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo
O prefeito e candidato à reeleição Luciano Ducci (PSB) usou o sábado para fazer uma carreata pelas ruas de Curitiba ao lado de seu padrinho político, o governador Beto Richa (PSDB), e do candidato a vice, Rubens Bueno (PPS). A estimativa é de que mais de cem veículos tenham seguido Ducci e Richa agitando bandeiras, buzinando e tocando jingles de campanha. Saindo do Xaxim a comitiva passou pelo Boqueirão, Uberaba, Cajuru e Bairro Alto, se estendendo até o início da tarde. Ao longo do trajeto o candidato acenava para a população, recebia cumprimentos e posava para fotos. À sua frente, um carro de som ocupado por meninas distribuindo acenos e simpatia anunciava algumas das realizações da atual administração, conforme o local de passagem. Cabos eleitorais também foram posicionados ao longo do percurso, a fim de esquentar a recepção ao grupo. Por conta das atribuições de prefeito, que limitam a agenda de campanha durante o dia, Ducci diz que não pretende alterar o ritmo das atividades. Nesta semana ele deverá participar de reuniões no horário de almoço e no período noturno, além de comparecer aos últimos debates televisivos do primeiro turno. No domingo, deixou de lado o corpo a corpo e preferiu se dedicar à gravação dos últimos programas que irão ao ar no horário eleitoral.

Gleisi apareceu
Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo
A ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, participou ontem da campanha de Gustavo Fruet (PDT). Os dois passearam pela feira na Praça 29 de Março, no bairro das Mercês, durante o período da manhã. Essa foi apenas a terceira vez que a ministra, principal avalista da coligação de Fruet com o PT, junto com o marido, o também ministro Paulo Bernardo, apareceu em Curitiba durante a campanha. Em seguida, Fruet partiu para uma carreata com saída do Uberaba rumo aos bairros da região Sul de Curitiba. O pedetista afirmou que continuará com tom mais crítico nesta reta final. “Manterei uma postura crítica, mostrando que essa é uma eleição de mudança”, disse. Nos últimos programas eleitorais na tevê e no rádio, Fruet tem se dedicado a mostrar compromissos de campanha que o prefeito Luciano Ducci não teria cumprido. Fruet também destacou que neste fim de semana fez as primeiras carreatas desde o início de sua campanha a prefeito, já que tem apostado principalmente em pedaladas e caminhadas. A agenda do candidato nesta semana deve incluir diversos passeios por bairros da cidade. “Faremos vários eventos simultâneos em diversos lugares da cidade”, afirmou o pedetista.

Distribuindo corações
Foto:Ivonaldo Alexandre / Gazeta do Povo
O candidato à prefeitura de Curitiba pelo PMDB,Rafael Greca, participou de caminhadas em feiras livres, como a do Prado Velho e a do bairro Fazendinha, dando continuidade às visitas e conversas com a população dos bairros, estratégia que tem usado desde o início da campanha. Sem muitas bandeiras e cavaletes espalhados nas ruas, o candidato apostou na distribuição dos “corações” com o número do seu partido e no tradicional corpo a corpo para pedir votos. Segundo Greca, a população foi bem receptiva e isso o aproxima do segundo turno. Para ele as pesquisas não correspondem ao cenário eleitoral da cidade. “O povo da cidade vai votar em mim. Curitiba precisa de um novo olhar de engenharia e eu sou o único engenheiro dessa campanha”, afirmou aos moradores da Fazendinha, onde cantou o hino da cidade junto com as pessoas que passaram pelo local. Greca aproveitou a tarde de sol no domingo para fazer campanha no zoológico da cidade. A agenda do candidato terminou com visita ao bairro Pilarzinho. Ele destacou que está esperançoso para o próximo 7 de outubro e, bem humorado, disse que nessas eleições “vai dar Rafael de novo. Nem gato, nem rato”. No sábado, Greca esteve na Feira do Alto da Glória pela manhã. Sua campanha também realizou uma carreata no bairro Santa Cândida, Fanny e Guaíra, seguindo com reuniões na Linha Verde, encontro com motociclistas na Praça Salete e reunião com famílias italianas do bairro Novo Mundo.

A cavalo no Caiuá
Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo
A manhã do último domingo de campanha do candidato Ratinho Junior (PSC) foi dedicada à preparação do concorrente para os próximos debates na tevê. Na hora do almoço, Ratinho participou, a caráter, de uma cavalgada, partindo do terminal do Caiuá até o Parque dos Tropeiros, no CIC, onde se comprometeu a investir e apoiar os Centros de Tradições Gaúchas da cidade. “O Parque dos Tropeiros está abandonado, não tem estrutura para receber atrações turísticas, como festas da tradição gaúcha e rodeios crioulos que poderiam receber gente de todo Brasil. É possível também usar esse ambiente para fazer um trabalho social com as crianças da comunidade”, disse. Na reta final para as eleições, o candidato pretende investir no contato com a população, com diversas carreatas e caminhadas pelos bairros. “Agora é intensificar a campanha de rua. Estou muito confiante, muito animado, pela maneira que a gente tem sido recebido em toda Curitiba”, ressaltou. Perguntado sobre como ele convenceria um eleitor indeciso a votar nele, Ratinho afirmou que é o único concorrente que não usaria o cargo de prefeito como “alavanca política” para uma possível candidatura em 2014. “Sou o único que tem um projeto de cidade. Quero preparar a cidade para 2020, 2030”, falou. No sábado, ao lado do pai, o apresentador Ratinho, e dos irmãos, Gabriel e Rafael Massa, o candidato também participou de uma carreata do Boqueirão até Santa Felicidade.

Colaboraram: Anderson Gonçalves, Isadora Camargo, Katna Baran e Mariana Scoz.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Abaixo-assinado DIZEMOS NÃO AOS TESTES EM ANIMAIS!


Para:Congresso Nacional do Brasil

Gostaríamos que o uso de animais em experimentos científicos fosse abolido!
Gostaríamos que Empresas que não testam em animais fossem obrigadas a USAR
o selo de indicação no rótulo de seus produtos , 
comunicando o consumidor que NÃO TESTAM em animais. 
Empresas que TESTAM em animais parassem com este método primitivo

Os signatários

O Abaixo-assinado DIZEMOS NÃO AOS TESTES EM ANIMAIS!, para Congresso Nacional do Brasil foi criada e escrita pela comunidade http://www.facebook.com/pages/Diga-n%C3%A3o-aos-testes-em-animais/163139637110205.
Este abaixo-assinado encontra-se alojado na internet no site Petição Publica Brasil que disponibiliza um serviço público gratuito para abaixo-assinados (petições públicas) online.
Caso tenha alguma questão para o autor do abaixo-assinado poderá enviar através desta página de contato


Petição pela proibição do comércio de animais silvestres



SOBRE A VENDA DE ANIMAIS SILVESTRES

Por Recanto Taliesin

Liberar o comércio de silvestres não é solução para coibir caça para tráfico, apreciação ou acervo. É aumentar a busca pelo produto a ser comercializado direto na fonte, sem custos. Haverá fiscalização? Não. Nunca houve efetivamente para os criadores amadores, comerciais ou conservacionistas, tarefa impossível de ser realizada por falta de investimento governamental, iniciativas outras ou controle de animais de entrada e saída por DNA, o que seria ideal, mas é utopia.

O que está acontecendo a meu ver é uma forma de oferecer anistia a todos os que já possuem animais na ilegalidade por incompetência do órgão administrador de fauna em controlar os abusos e tráfico.

O que sonho? O que espero? É que o Órgão governamental administrador reconheça que vida não se vende. Vida tem o direito de viver e no caso dos selvagens - que depois se tornarão apenas silvestres ou exemplares de fauna domesticada – o direito viver em liberdade.

Dizer que esse processo criará novos empregos, abrirá leque para técnicos recém-formados atuarem, outra forma pouco inteligente de tratar fauna e sua importância na biodiversidade quando em liberdade. Novos empregos serão criados com projetos de preservação, reabilitação e introdução para os que já estão sofrendo o processo de cativeiro ilegal. Com projetos de preservação de nichos, etc. Isso sim é projeto digno de um país em desenvolvimento e que pretende fazer parte no todo global como defensor do meio ambiente.

Aliás, essa petição inteligente vem trazer um pouco de inteligência quando informa seu objetivo para um governo carente de atitudes dignas.

Assina: Mariangela Colombini Braga

http://www.peticao24.com/pela_proibicao_do_comercio_de_animais_silvestres 
 — com Avany de Alencar e outras 11 pessoas.

Estudo mostra que litoral do país perdeu 80% de recifes de corais em 50 anos


Extração, poluição e mudança climática são as principais ameaças para os corais

24 de setembro de 2012 |
São Paulo - O litoral brasileiro perdeu cerca de 80% de seus recifes de corais nos últimos 50 anos devido à extração e à poluição doméstica e industrial, segundo um relatório divulgado neste domingo, 23, e que alerta que o restante existente está ameaçado pelos efeitos da mudança climática.
O estudo "Monitoramento de recifes de corais no Brasil", elaborado pela Universidade Federal de Pernambuco e pelo Ministério do Meio Ambiente, que começou em 2002 e terminou no ano passado, foi coordenado pela professora Beatrice Padovani, do Departamento de Oceanografia.
O documento, que será apresentado nesta segunda-feira no Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, realizado em Natal pela Fundação Grupo Boticário, constata a presença de corais desde a costa nordeste do Rio Grande do Norte até o sul da Bahia, se espalhando por cerca de dois mil quilômetros do litoral.
As conclusões do estudo, que se baseiam em pesquisas realizadas anteriormente, revelam que em cinco décadas houve uma redução de 80% dos recifes de coral por diferentes causas, entre elas a extração, a poluição, a pesca predatória e o aumento da temperatura dos mares.
"Até a década de 1980, houve muita extração de corais para fabricação de cal no país. Essa remoção era feita com picaretas ou explosivos. Só houve uma redução após a criação de leis específicas", relatou Beatrice.
Além disso, o relatório destaca a mudança climática, o aumento da temperatura dos oceanos e a frequência mais elevada de fenômenos como "El Niño", que aquece a superfície do Pacífico.
"Em 2012, é provável a ocorrência de um novo El Niño. Os recifes que vão sofrer mais serão aqueles em pior estado de conservação, afetados pela poluição, e que podem ser afetados por doenças", alertou a especialista.



As praças são do povo: manifestação em Curitiba pela praça do Alto da Glória


Protesto questiona relação das pessoas com espaço público na capital

Manifestação quer transformar manutenção de uma praça que não existe oficialmente no mapa em símbolo de campanha por mudança na relação dos curitibanos com a rua

29/09/2012 | 18:33 | ANTONIO SENKOVSKI

Uma manifestação em prol da conservação de uma praça no bairro Alto da Glória reuniu cerca de 100 participantes na manhã deste sábado (29), em Curitiba. O local, que estaria ameaçado pela possibilidade de construções de obras viárias na região, fica no encontro das ruas Paraguassu,Doutor Goulin e Cambará, perto do Estádio Couto Pereira.
A aglomeração dos participantes ocorreu em frente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ciclistas desmontados distribuíram panfletos e conversaram com as pessoas que participam da feirinha que acontece na Praça Santos Andrade, no Centro.
A caminhada seguiu até a praça, no Alto da Glória, onde famílias fizeram piqueniques e permaneceram até as 14 horas. Apresentações de música de bandas locais foram feitas para os participantes da atividade. Brincadeiras com crianças também foram promovidas no local.
O filósofo e professor Jorge Brand, um dos organizadores do evento, diz que a ideia do evento é transformar a praça em referência de uma causa. “Nossa intenção é colocar essa praça como o um símbolo de uma mudança cultural na cidade sobre a maneira como são utilizados os espaços públicos pelas pessoas na capital”, diz.
Brand diz que o movimento “Salve a Praça!”, como é conhecido, promoverá em todos os últimos sábados do mês um evento como o que ocorreu nesta manhã. “Há pessoas que dizem não ir às praças porque está cheio de usuários de drogas e traficantes. Mas por que a população não ocupa também os espaços públicos? O espaço de convivência acaba sendo o shopping, e não a rua. Queremos alertar para um outro tipo de relação com a cidade”, relata.
A praça
A praça do Alto da Glória não existe oficialmente no mapa, por isso não tem nome. O movimento que puxa a manifestação disse que um documento da prefeitura mostra o mapa da cidade na região sem o espaço. Uma demolição aconteceria para dar lugar à formação de um binário – vias rápidas de apenas uma mão – para a circulação rápida de veículos.
A prefeitura, no entanto, diz não ter a intenção de fazer mudanças no local. Em julho deste ano, no entanto, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) anunciou que havia projetos de abrir quatro cruzamentos da capital, atualmente fechados pela presença de ruas sem saída que desembocam em praças, incluindo a do Alto da Glória. Obras semelhantes já foram feitas, em 2010, nos bairros Mercês e Cristo Rei, para melhorar a fluidez do trânsito
.

Moradores decoram praça e preparam protestos no Alto da Glória


Vida e Cidadania

Segunda-feira, 01/10/2012
Ivonaldo Alexandre/ Agência de Notícias Gazeta do Povo
Ivonaldo Alexandre/ Agência de Notícias Gazeta do Povo / Moradores do Alto da XV estão preparando a praça para uma manifestação no fim de semanaMoradores do Alto da XV estão preparando a praça para uma manifestação no fim de semana
PROTESTO

Moradores decoram praça e preparam protestos no Alto da Glória

Grupo quer protestar contra a possível extinção do local. Nesta sexta-feira, a prefeitura de Curitiba esclareceu que a área não sofrerá mudanças

28/09/2012 | 17:01 | ANDRÉ SIMÕES, ESPECIAL PARA A GAZETA DO POVOatualizado em 28/09/2012 às 20:05
Prefeitura afirma que a área não sofrerá mudanças
A Prefeitura de Curitiba esclareceu nesta sexta-feira (28) que não há qualquer estudo ou projeto de intervenção na área localizada no encontro das ruas Dr. Goulin, Cambará e Paraguassu. Ainda de acordo com nota enviada, a prefeitura considera que a área é importante espaço de lazer, recreação e convivência da população que vive na região e não sofrerá mudanças. "A obra da Prefeitura na região é a de revitalização da rua Augusto Stresser (que está sendo alargada para manter duplo sentido de tráfego) e não implica em nenhuma alteração viária na rua Dr. Goulin", finaliza o texto.
Cerca de 15 integrantes do movimento “Salve a Praça!”, de Curitiba, estão na tarde desta sexta-feira (28) decorando a pracinha localizada no fim das ruas Doutor Goulin, Cambará e Paraguassu para a manifestação que acontece no sábado(29) à tarde.
A ideia do grupo é protestar contra a possível extinção do local, para dar lugar às obras doAnel Viário. Segundo os manifestantes, é necessário lutar contra o fato de a cidade estar sendo planejada para carros, em vez de pessoas.
A ação de embelezamento da praça inclui plantio de árvores e flores, decoração, pinturas e a montagem de um pequeno palco. No sábado, a partir das 9 horas, está programada uma bicicletada que sai da Reitoria da UFPR até a praça do Alto da Glória. Depois da chegada, acontecem shows e atividades culturais. A organização espera 200 pessoas na bicicletada.