sábado, 28 de junho de 2014

Os peticidas e a morte das abelhas

http://www.esquerda.net/artigo/novo-estudo-responsabiliza-pesticidas-pela-morte-de-abelhas/33158

Novo estudo responsabiliza pesticidas pela morte de abelhas

Um painel de cientistas ligados à associação ambientalista IUCN analisou 800 estudos publicados sobre os efeitos dos pesticidas em várias espécies, como as abelhas e as borboletas, concluindo que há provas suficientes para impedir a sua utilização.
Abelhas estão entre as principais vítimas dos pesticidas com neonicotinóides. Foto Texas Eagle/Flickr
O estudo será publicado na revista Environment Science and Pollution Research e vai para além da análise dos efeitos dos pesticidas nas abelhas, abrangendo também as aves ou as minhocas. "A prova é muito clara. Estamos a assistir a uma ameaça à produtividade do nosso ambiente natural e cultivado, semelhante à colocada pelos organofosfatos ou o DDT", afirmou um dos autores do estudo, Jean-Marc Bonmatin, do Centro Nacional para a Investigação Científica de França.
Este estudo conclui que em vez de proteger a produção alimentar, o uso destes pesticidas põe em causa a própria infraestrutura que a sustenta, "pondo em perigo os polinizadores e os controladores naturais de pragas que estão no  coração de um ecosistema funcional". No grupo mais afetado pelos efeitos dos pesticidas destacam-se as minhocas, seguindo-se os insetos polinizadores como as abelhas e as borboletas, expostas a alta contaminação através do ar e das plantas.
A exposição à poluição causada pelos químicos destes pesticidas, que são os mais usados a nível mundial, vai muito para além da área onde são usados os pesticidas, revela ainda o estudo, antes de apelar a um maior controlo e recurso ao princípio da precaução por parte das entidades que regulam o uso dos neonicotinóides.

Guardiões das árvores: Histórias de cidadãos que lutam pela preservação de árvores são testemunhos das mudanças de cada região de Curitiba

Em 2012, o empresário Carlos Eduardo Andersen, de 39 anos, ficou amarrado junto à paineira rosa por 16 horas, para salvá-la do corte.
ESPECIAL

Guardiões das árvores

Henry Milléo /Gazeta do Povo / Em 2012, o empresário Carlos Eduardo Andersen, de 39 anos, ficou amarrado junto à paineira rosa por 16 horas, para salvá-la do corte.

22/06/2014 | 00:04 | 
Certamente você deve se lembrar do nome dos seus amigos, da marca do carro que passou pela avenida há poucos minutos, do tipo de sapato que está usando. Porém, é muito mais difícil saber de pronto o nome daquela árvore da esquina ou da frente da sua casa. Elas podem até passar despercebidas durante a rotina acelerada da semana, mas fica impossível imaginar uma bela paisagem urbana sem elas.
Embora alguns se preocupem somente com a sujeira que as folhas e flores fazem no quintal, outros estão empenhados em mostrar a importância da preservação de cada uma dentro da cidade. O empresário Carlos Eduardo Andersen, de 39 anos, ficou indignado quando soube que a velha paineira rosa seria cortada por reclamações da vizinhança. A exuberante árvore localizada na Rua João Havro, no bairro Boa Vista, viu muito casal apaixonado se encontrar debaixo de sua copa, vem abrigando passarinhos nos fins de tarde de verão e sempre encheu os olhos dos moradores mais velhos.
Como tombar uma árvore?
Para que certas árvores não sejam derrubadas, elas podem ser tombadas pelo governo estadual ou municipal. A avaliação é feita por um grupo de biólogos e agrônomos do governo, que decidem ou não pelo tombamento, conforme a localização, beleza, porte, raridade, espécie e história da árvore. Alguns dos 27 exemplares sob a guarda da prefeitura e nove do estado são nativos da região, outros vieram com os primeiros imigrantes do estado. Qualquer pessoa pode entrar com o processo de tombamento de uma árvore, que é feito na Secretaria Municipal do Meio Ambiente ou pela Curadoria do Patrimônio Natural da Secretaria de Estado da Cultura.
Mais informações pelo telefone (41) 3312-0401 (Coordenação do Patrimônio Cultural do Estado do Paraná).
A quantidade de histórias da paineira rosa, uma das mais antigas moradoras do bairro, levou o empresário a lutar por sua sobrevivência. Andersen entrou com uma ação na Justiça em 2012 e alegou que não havia motivo para a retirada da planta. “Para evitar que a prefeitura começasse o corte antes da avaliação do caso pelo juiz, eu me amarrei junto à árvore por 16 horas. As pessoas começaram a apoiar a minha iniciativa, incentivavam, levavam lanche...”, recorda.
Depois de salvar a histórica paineira, Andersen soube de casos semelhantes envolvendo moradores de diversos lugares da cidade. “Ouvi muitos relatos e resolvi juntar todos num blog. Começamos a divulgar as ações da prefeitura e os casos das árvores para tentar quebrar esse ciclo negativo”, conta. Sua causa ganhou adeptos e atualmente dez voluntários participam do movimento Vândalo Verde. “Nós fizemos várias ações: distribuímos cartazes, saímos em grupos tocando músicas para denunciar cortes irregulares, fizemos resgate de mudas de árvores de grande porte e replantamos em lugares em que elas possam ter mais espaço”, resume o ativista.
Um bosque dentro do bar
Preocupado em harmonizar a cidade com a natureza, o proprietário do The Patch Art & Bar (Rua Prof. Brandão, 51 - Alto da XV), Ivo Durante, de 28 anos, resolveu criar uma espécie de pomar nos fundos do espaço cultural. “Há mais ou menos duas semanas eu e mais alguns voluntários, frequentadores do bar, estamos plantando árvores que dão laranja, limão galego, pêssego, mexerica, maracujá e jabuticaba”, revela. Segundo ele, a ideia é montar um espaço em que os visitantes possam ter mais contato com a natureza, com horta de temperos e um pequeno jardim florido. As mudas foram conseguidas com doações de amigos. O bar, administrado por Durante e seus dois irmãos, concentra diversas expressões artísticas, como música, artes plásticas e fotografia.
Jasmim do Imperador
Foi em 1961, escondida na bagagem do empreiteiro Massyuqi Watanabe, que a muda do Jasmim do Imperador, ou Flor de Ouro, veio do Japão para o Brasil, de navio. Ele e a esposa, Massao Watanabe, chegaram a tomar menos água durante a viagem para regar a planta. Ao chegar no Brasil, cujo clima é completamente diferente ao do Japão, Watanabe deu o pequeno Jasmim do Imperador para seu filho Seizo Watanabe, hoje com 89 anos, plantar em casa, na Rua Ana Berta Roskamp, no Jardim das Américas – por receio de que a planta não crescesse no solo quente de Londrina.
A relação com a árvore é afetiva: o Jasmim do Imperador é um símbolo da terra natal da família – a província japonesa de Mianyang. E remete também à época em que os Watanabe sofreram com o tsunami em 1933, que arrasou construções e destruiu cidades inteiras. Além de bela, ela exala um perfume adocicado na floração. Massyuqi Watanabe adorava esse cheiro de tal maneira que resolveu trazer o vegetal para o Brasil.
Os anos se passaram, a família foi crescendo e a árvore também. Massyuqi Watanabe envelheceu, assim como sua esposa, mas o Jasmim do Imperador não florescia. “Meus pais esperavam ansiosos pelo dia em que a árvore florescesse e ele pudesse sentir o cheiro de sua terra. Eles esperaram tanto que os vizinhos e alguns da família diziam que meu pai foi enganado pelo comerciante que vendeu a muda para ele”, contou Seizo Watanabe.
Finalmente, depois de longos anos de espera, a robusta árvore floresceu em agosto de 1975. Mas suas flores chegaram tarde demais: Massyuqi e Massao faleceram alguns meses antes. “Quando a árvore floresceu, a família dizia que foi graças à mamãe”, lembrou Seizo. E o perfume não lhe sai da cabeça: “O cheiro lembra manga, o aroma doce da maçã”, descreve.
Eram tantas flores que o quintal da família ficava forrado. Os moradores da região, quando passavam próximo à casa dos Watanabe, tentavam descobrir de onde vinha aquele aroma. “Muitas pessoas passavam e pediam uma muda da planta, e eu entregava”, lembra. Mas, infelizmente, a árvore não agradava a todos. “O vizinho da casa ao lado reclamou na prefeitura, dizendo que as raízes da árvore estavam prejudicando a estrutura da casa deles. A prefeitura veio até aqui, viu que a árvore estava doente e a cortou”, lamenta. Mesmo assim, Seizo Watanabe se consola por ter distribuído mudas da árvore para amigos e familiares: “Assim a árvore do meu pai vive um pouco em vários lugares do Paraná”.

domingo, 25 de maio de 2014

VOCÊ SABE O QUE É O FDDA CURITIBA ?



CARTA DE PRINCÍPIOS

DO FÓRUM DE DEFESA DOS DIREITOS DOS ANIMAIS

DE CURITIBA E REGIÃO – FDDA CURITIBA

As entidades de defesa dos direitos dos animais de Curitiba e Região, participantes do Fórum Permanente de Proteção e Defesa dos Animais de Curitiba e Região, seguir denominado “Fórum de Defesa dos Direitos dos Animais de Curitiba e Região - FDDA – Curitiba e Região”,   que idealizaram e fundaram este foro, na data de 12 de março de 2.005, com a finalidade de discutir questões na área dos direitos dos animais  e propor políticas públicas  de proteção e defesa animal junto ao Conselho Municipal de Proteção aos  Animais – COMUPA, do Município de Curitiba, consideram legítimo e necessário, após a avaliação da atuação e permanência das entidades fundadoras desde a sua fundação até a presente data, bem como da efetiva participação das entidades representantes no COMUPA,  o estabelecimento de uma Carta de Princípios que oriente a continuidade desta iniciativa. Os princípios contidos nesta Carta, a serem respeitados por todos que queiram participar desse processo, consolidam os princípios constantes na Declaração Universal dos Direitos dos Animais, proclamada pela Unesco, bem como ratificam as leis e outros diplomas legais em defesa dos animais.



1.            O FDDA é um espaço aberto de encontro para o aprofundamento da reflexão, o debate democrático de idéias, a formulação de propostas, troca livre de experiências e articulação para ações eficazes de entidades e movimentos da sociedade civil que se opõem aos maus tratos, escravização, omissão, atentados e genocídios a animais, na visão de que quanto menos capazes forem os seres de defender os seus direitos, maior é o dever de cada ente  social de defendê-los.
2.            O FDDA é um foro privilegiado para definir as ações dos representantes das entidades que o compõem junto ao COMUPA – Curitiba e demais colegiados, sendo preservado com exclusividade às entidades regularmente constituídas o direito a voto para eleição de seus representantes, bem como para decisões a nível municipal.
Todos os participantes do F.D.D.A. têm direito a voz.
3.            As três entidades fundadoras do FDDA: Associação do Amigo Animal, Movimento SOS BICHO de Proteção Animal e Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba, compõem a mesa diretora, podendo dela fazer parte outras entidades regularmente constituídas,  desde que tenham no seu estatuto objetivos definidos na defesa dos direitos dos animais, as quais poderão reivindicar sua composição na mesa, em caso de vacância da composição original.
4.             O FDDA deverá manter um Livro de Atas e um registro de presença de suas reuniões, devendo ser escolhido entre os representantes das entidades, um coordenador para as reuniões e um secretário-executivo, o qual terá as funções de fazer as comunicações entre os participantes e registrar as presenças e reuniões em atas, que deverão ser assinadas pelo secretário e pelos representantes da mesa diretora presentes.  As funções de coordenador e secretário-executivo devem ser ocupadas no sistema de rodízio, a cada dois anos, ou reconduzidas sua ocupação, no caso de interesse coletivo, podendo inclusive, por decisão coletiva, serem as duas funções ocupadas pelo mesmo membro.
5.            Os representantes das Entidades no COMUPA - Curitiba, que servirão de interlocutores entre o FDDAe aquele Conselho, deverão relatar aos participantes do Fórum as reuniões a que participam como representantes eleitos e comunicar as pautas e assuntos das reuniões daquele Conselho, com antecedência,  assim que obtiverem estas informações.
6.            O FDDA, embora seja espaço plural e diversificado e se pautar pelo respeito à atuação de cada entidade participante, deve estar atento ao que consta no topo de sua Carta de Princípios no que tange à sua filosofia, bem como deve acompanhar as ações de seus representantes junto ao COMUPA e demais colegiados, que devem atuar de acordo com o que foi deliberado pelo Fórum, nas questões previamente discutidas.
7.            Cada entidade e movimento participante do FDDA tem assegurada a liberdade de atuação consoante seu estatuto, objetivos e missão, no entanto, deverão respeitar as ações e estratégias coletivas definidas no âmbito do Fórum. 
8.            O FDDA deverá estimular a congregação de grupos e pessoas em torno de entidades regularmente constituídas, de forma a legitimar a democracia e os movimentos sociais, na consolidação do instituto da cidadania e de práticas transformadoras.
9.            O FDDA é espaço não governamental, independente, apartidário, não confessional, podendo participar dele qualquer cidadão, movimento ou grupo organizado que respeite esta Carta de Princípios.
10.          O FDDA, como espaço de articulação, procura fortalecer e criar novas articulações nacionais e internacionais entre entidades e movimentos da sociedade, sempre na busca do estabelecimento de relações harmônicas entre todos os seres.
11.          O FDDA é instância legítima para registro de entidades de defesa dos direitos dos animais, que pode ser instância de credenciamento e cadastro de entidades que queiram ocupar espaços em conselhos, câmaras técnicas e outras formas de colegiados que deliberem sobre procedimentos éticos que envolvam animais. A mesa diretora em exercício emitirá o certificado de registro.
12.           O FDDA não aceitará entre seus membros pessoas, entidades e movimentos que não respeitem os direitos dos animais, ou que de alguma forma os utilizem para fins humanos, desrespeitando a sua natureza ou que confrontem os princípios contidos na Declaração Universal dos Direitos dos Animais.
13.          Compete à mesa-diretora garantir os princípios de cordialidade e respeito entre os participantes doFDDA e manter a harmonia do grupo através de regras universais de boa convivência e se reserva o direito de advertir os participantes e membros transgressores e se necessário, propor sua exclusão.
14.          Os direitos do animal devem ser defendidos por leis, como os direitos dos seres humanos. Os integrantes do Fórum de Defesa dos Direitos dos Animais de Curitiba e Região têm como obrigação fazer valer estes direitos.

Esta  Carta de Princípios  foi aprovada pelas entidades fundadoras do
Fórum de Defesa dos Direitos dos Animais de Curitiba e Região – F.D.D.A. Curitiba e Região em Reunião realizada para este fim, em 04 de julho de 2.007, registrada em ata.

Associação do Amigo Animal
Movimento SOS BICHO de Proteção Animal
Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba


Curitiba/Paraná/Brasil

Reunião do FDDA Curitiba dia 29 de maio e calendário para 2014



Reunião do Fórum de Defesa dos Direitos dos Animais de Curitiba e Região - FDDA Curitiba 

No dia 29 de maio, quinta-feira, das 19 às 21 horas, no Sindicato dos Jornalistas do Paraná, que fica em frente à Praça Carços Gomes (ao lado da Caixa Econômica), Centro, Curitiba, estaremos reunidos para discutir questões relacionadas às políticas públicas para os animais de nossa cidade. A reunião é aberta a todos que quiserem participar. Todos são bem vindos !
Venha, traga suas ideias e contribua para a construção da política pública para a garantia dos direitos animais em nossa Cidade.



Próximas reuniões: 
  • 10 de junho - 2a. semana
  • 15 de julho - 3a. semana
  • 12 de agosto - 3a. semana
  • 09 de setembro - 2a. semana
  • 14 de outubro - 3a. semana
  • 11 de novembro - 3a. semana
  • 9 de dezembro -  2a. semana
Nossas reuniões deste ano estão programadas para a 2a. ou 3a. terça-feira do mês, às 19 horas, no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná, que fica na Rua José Loureiro, 211, Centro, Curitiba  (em frente à Praça Carlos Gomes).


Para dúvidas: Secretaria Executiva 8866-9061 e 9981-1762 


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Efeito do clima nas plantas: alterações das estações

Steve Ausmus / Em um prado de Wyoming, lotes de capim recebem calor adicional ou dióxido de carbono, ou ambas as coisas: foram analisadas as tendências de crescimento que podem ter relação com as mudanças climáticasEm um prado de Wyoming, lotes de capim recebem calor adicional ou dióxido de carbono, ou ambas as coisas: foram analisadas as tendências de crescimento que podem ter relação com as mudanças climáticas
CIÊNCIA & TECNOLOGIA

Efeitos do clima nas plantas

19/05/2014 | 00:06 | 
Durante a década de 1850, Henry David Thoreau cuidadosamente registrou a chegada da primavera no lago Walden Pond em Concord, em Massachusetts.
Agora, Richard B. Primack, biólogo da Universidade de Boston, combinou os dados de Thoreau com observações de outros naturalistas a fim de criar um registro das estações cobrindo 160 anos.
Como o dr. Primack escreve em seu novo livro, “Walden Warming” (“Aquecimento de Walden”, em tradução livre, ainda sem título no Brasil), a primavera está chegando três semanas mais cedo do que na época de Thoreau.
Muitos estudos – baseados em observações de campo e em imagens de satélites – indicam que a primavera está chegando mais cedo.
A alteração é um impacto chocante atribuído ao aquecimento global. Mas estudos estão revelando que os efeitos do aquecimento nas plantas são mais complexos.
Amy M. Iler da Universidade de Maryland expôs um pouco dessa complexidade no Colorado, onde ela e outros vêm monitorando flores desde 1974. Recentemente, analisaram os registros de 121 espécies a procura de tendências, e suas descobertas foram publicadas na revista científica da Academia Nacional de Ciências.
No geral, a primeira floração no vale estudado ocorre 25 dias mais cedo do que ocorria em 1974. Espécie por espécie, o padrão não é tão simples. Cerca de metade delas começa a florescer mais cedo. Outras espécies reagiram ao aquecimento em outras estações. Algumas chegam a seu pico de floração mais cedo, por exemplo. Outras estendem a floração até o outono.
Um estudo publicado em abril na revista Nature sugere que o aumento na temperatura não é o único fator na alteração. O dióxido de carbono, responsável pelo aquecimento global, também pode ter efeito nas plantas.
O estudo baseou-se nos resultados de experimentos de longa duração feitos em um trecho do prado de Wyoming em 2006 por Jack A. Morgan do Serviço Americano de Pesquisa Agrícola. Em alguns lotes foi feita a instalação de aquecedores. Outros lotes receberam bombas de dióxido de carbono. E ainda outros lotes ganharam tanto o calor quando o dióxido de carbono adicional.
Os cientistas constataram que nos lotes mais quentes algumas espécies floresceram mais cedo. Também constataram que, com o dióxido de carbono adicional, algumas plantas continuaram crescendo posteriormente.
No estudo da revista Nature, Heidi Steltzer e seus colegas constataram que o dióxido de carbono adicional deixava os lotes no prado com mais água no solo.
Eles suspeitam que o gás adicional tenha permitido que as plantas crescessem sem abrir tanto os seus estomas para ganhar o dióxido de carbono necessário ao crescimento. Elas perderam menos água.
Desde meados dos anos 1800, os níveis de dióxido de carbono subiram mais de 40 por cento. O dr. Morgan suspeita que isso possa ser responsável pelo prolongamento da temporada de crescimento em muitos ecossistemas onde a água pode acabar ficando com um abastecimento reduzido.
Nas próximas décadas, a previsão é de que os níveis de dióxido de carbono aumentem ainda mais.
As consequentes alterações nas estações podem ter efeitos tanto positivos quanto negativos. O prado de Wyoming se tornou mais produtivo com o dióxido de carbono adicional, por exemplo. Mas a dra. Iler teme que mudar as épocas de floração possa significar que as espécies acabem competindo pelas visitas das abelhas polinizadoras.
Em algum momento, os impactos benéficos podem desaparecer devido às secas em muitas partes do mundo causadas pelo aquecimento global.
http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/new-york-times/conteudo.phtml?id=1469948&tit=Efeitos-do-clima-nas-plantas-

domingo, 11 de maio de 2014

Para todas as mães

Nosso respeito,  solidariedade e comunhão para com todas as mães, progenitoras ou não, humanas ou não.

Não importanto espécie, raça, gênero. Protetores da vida.












segunda-feira, 28 de abril de 2014

Declaração de Cambridge - 2012

MARTIN BALLUCH

Declaração de Cambridge: animais possuem consciência

11 de fevereiro de 2013 às 10:00

Foto: Reprodução
Em minha palestra, assim como em minha última contribuição para a Ringvorlesung em Innsbruck, eu reconstruo, baseado no resultado da minha dissertação[1], como o esclarecimento da figura Homem-Animal se desenvolveu. Animais como coisas, contrapondo-se aos homens como pessoas, determinam hoje a práxis jurídica. A proteção aos animais é então a tentativa de proteger a propriedade animal de seu proprietário humano, apesar do direito à propriedade, de acordo com a Constituição dos proprietários, com certeza conceder o direito de agir com sua propriedade conforme seu agrado, sendo livre para dispor dela ou também exterminá-la.
O cerne desta postura em relação aos animais ilustra a visão cartesiana de que animais não humanos são apenas autômatos, sem qualquer acompanhamento de vivência consciente de uma sensação (Gefühl). Recusando-se este pressuposto, a posição jurídica em relação aos animais deveria mudar. Na verdade, há que se dizer que esta opinião é há muito obsoleta. Contudo, ainda sempre encontro até mesmo professores universitários em discussões, especialmente sobre testes em animais que, por exemplo, em se tratando de ratos, contestam sua consciência. Minha dissertação se concentra em recolher comprovações científicas (Naturwissenschafliche) da consciência dos animais não-humanos. Isso foi em 2005.
Em 7 de julho [de 2012] recebi a este respeito o apoio dos participantes da Conferência Memorial Francis Crick em Cambrigde, Inglaterra. Os presentes eram coordenadores de pesquisas nas áreas de Neurociência cognitiva e Neurociência computacional, Neurofarmacologia, Neurofisiologia e Neuroanatomia.
Com uma exceção, todos obtiveram seus conhecimentos sobre consciência nos trabalhos práticos em laboratório, e não através da observação de animais em campo livre; logo, uma boa parte através de testes em animais. Apesar disso eles esclareceram solenemente, manifestando ao público que de acordo com os critérios das ciências da natureza, a existência de consciência em animais não-humanos não poderá mais ser negada.
“A ausência de neocortex não parece impedir um organismo de experimentar estados afetivos. Evidências convergentes indicam que animais não humanos têm substratos neuroanatômicos, neuroquímicos e neurofisiológicos de consciência, juntamente com a capacidade de demonstrar comportamentos intencionais. Consequentemente, o peso das evidências mostra que humanos não são os únicos possuidores de substratos neurológicos que geram consciência. Animais não humanos, incluindo mamíferos e pássaros, e muitas outras criaturas, incluindo polvos, também possuem estes substratos neurológicos.”
Este esclarecimento foi assinado até mesmo por Stephen Hawking, reconhecidamente positivista, que em meu tempo na Universidade de Cambridge ainda era bastante cético sobre a questão da consciência dos animais e depreciava minhas atividades como protetor dos animais.
Se agora alguém ainda quiser afirmar que os animais (ao menos os vertebrados) não teriam qualquer consciência, então ônus recai somente sobre ele/ela. Nossa tarefa será fazer com que os legisladores tirem daí as suas conclusões.
Mais informações sobre a Conferência e a Declaração, inclusive relatos na mídia, aqui: http://fcmconference.org/
O texto da declaração pode ser lido (em inglês) aqui: The Cambridge Declaration on Consciouness
Tradução: Raquel Drumond

www.anda.jor.br